Poesia

Chão de Barro

Alisando o chão de barro
Borrifando água
Para a poeira não levantar

Feijão na panela
Pretinho, como o cotidiano
Que ela tem de enfrentar

Pega a jurubeba
Mistura tudo no prato
Feijão, arroz
Ovo e farinha
Jurubeba em cima
Para amargar

Mastiga a amargura da vida
Mastiga com as lágrimas a salgar
O peito se inunda de tristeza
Engole o nó na garganta
Aprende a se conformar.

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