Poesia

Maria da Penha

Maria, me escuta
Eu sou da Penha
Maria, me escuta
Eu sou da Penha

Te agarra nesta rocha
Quando a tempestade vier
Te agarra nesta rocha
Quando a tempestade vir
O teu corpo
E achar que ele é um fosso
E querer descontar todo o desgosto
De saber que toda tempestade passa
Todas elas passam, Maria…

Crava os teus pés nesta rocha
Somos todas moluscos
Agarradas ao precipício
Resistindo ao suplício
Mas não nos deixando levar
As mais ferozes ondas…

Penha tu és, Maria
E sobre esta pedra
Te hás de reedificar

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