Poesia

Liturgia diária

Quando tu, pernas abertas
Como o meu livro preferido, me esperas
Eu descubro o teu corpo cálido
Primeiro com os meus lábios

Leio-te, poesia em Braille
Que de ti escorre ao fim da leitura
No teu cheiro, litogravuras
Desenhadas com o friccionar dos meus dedos

Que sejam estas tábuas jamais quebradas
Que eu, levita e guardiã das leis do teu corpo
Jamais deixe de adentrar o teu templo
Saindo ungida com o teu óleo pagão.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s